Desventuras dum balonista

Um homem estava a voar de balão de ar quente e apercebeu-se de que estava perdido.

Ao avistar um homem lá em baixo, baixa o balão e grita-lhe: «Desculpe, pode ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele há meia hora atrás, mas não sei onde estou.»

O homem no solo diz: «Sim, posso! O senhor está num balão de ar quente, pairando aproximadamente dez metros acima deste campo. Está entre 40 e 42 graus N. de latitude e entre 58 e 60 graus O. de longitude.»

«Você deve ser engenheiro», diz o balonista.

«Pois sou», responde o seu interlocutor. «Como é que adivinhou?»

«Bem», diz o balonista, «tudo o que me disse está tecnicamente correcto, mas não tenho a mínima ideia do que fazer com as suas informações — e o facto é que continuo perdido».

O engenheiro diz-lhe então: «O senhor deve ser gestor.»

«Por acaso até sou», responde o balonista. «Mas como é que soube?»

«Bem», responde o engenheiro, «o senhor não sabe onde está, nem para onde vai. Fez uma promessa que não tem ideia de como cumprir e espera que eu resolva os seus problemas. O facto é que está exactamente na mesma posição que estava antes de nos conhecermos, mas agora parece que a culpa é minha.»

Recolhida por Mário Valente no Facebook e aqui replicada com pequenas correcções.

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Não sei quem sou, mas sei que não sou quem pensas que sou.

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